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       Ai ai...às vezes, especialmente nos últimos dias tenho pensado que talvez seja a hora de fazer valer meus objetivos de forma clara. Mas ai vem a questão: o que eu quero, posso fazer?

    Partindo disso, cheguei a um dilema: por um lado, tenho uma vontade hedonista e por outro uma divergências ética!

    Antes de falar sobre esse dilema, encontrei alguns mandamentos hedonistas interessantes num site e que transmitem um pouco da idéia dessa doutrina filosófica.

    "01 - Busque a sua felicidade;
     02 - Concentre-se em permanecer vivendo o presente;
     03 - Trabalhe menos e realize mais;
     04 - Não se leve tão a sério a ponto de desrespeitar-se;
     05 - Não se leve tão a sério a ponto de desrespeitar o próximo;
     06 - Crie o seu conforto;
     07 - Olhe sempre que possível nos olhos daqueles que cruzarem seu caminho;
     08 - Banhe-se ao sol sempre que possível;
     09 - Evite verdades absolutas;
     10 - Relacione-se profundamente com a natureza;
     11 - Ria mais e de qualquer coisa que lhe de vontade;
     12 - Não tenha pressa;
     13 - Desapegue-se dos valores distorcidos;
     14 - Siga seus instintos;
     15 - Preserve seus sentimentos e cultive os sentimentos do próximo;
     16 - Relaxe e goze;
     17 - Abandone a culpa;"
    (
    http://hedonismosustentavel.blogspot.com/)

     
    Achei legal por terem uma forma leve, bem diferente da que dentro da filosofia me pareceu complexa.

    Bom, assim em resumo o que o hedonismo busca é, imaginando uma balança, ter como mais pesado o lado do prazer e assim diminuído o peso do sofrimento na vida das pessoas. Essa busca pelo prazer pode ter um caráter geral, e, portanto, pode-se buscar pela felicidade de todos, mas também, ter um caráter particular e desse modo a força motriz de cada um é a busca pelo prazer para si.

    E na minha, há uma divergência. Tem uma frase que diz assim "nem tudo o que é legal é moral". Voilà! Eu sou livre para agir em prol do meu prazer, não estou atingindo ninguém com isso, pelo menos não diretamente haja vista que não tenho responsabilidade sobre o mérito da questão, mas por ter uma informação privilegiada o ato passa a se tornar imoral.

    E nesse ponto o dilema se aflora. Devo em caso de dúvida seguir quem? Meu pensamento hedonista ou minha consciência moral? Quem vale mais?

    Se não fosse comigo, eu diria que é fácil, que a aposta na moral sempre garante consciência tranqüila e a certeza de ter agido certo. Mas será? Será que como eu disse no início não é hora de rever conceitos, de fazer valer meus desejos e querer e poder?

    Não sei. Falei, pensei e nada conclui!

     

        


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  • Bien, comme je crois que tout le monde sait, j'aime les fées. Aujourd'hui je suis trouvé un poeme tres sympa et il est là!

    "As fadas... eu creio n'ellas!
    Umas são moças e bellas,
    Outras, velhas de pasmar...
    Umas vivem nos rochedos,
    Outras, pelos arvoredos,
    Outras, á beira do mar...

    Algumas em fonte fria
    Escondem-se, emquanto é dia,
    Sáem só ao escurecer...
    Outras, debaixo da terra,
    Nas grutas verdes da serra,
    É que se vão esconder...

    O vestir... são taes riquezas,
    Que rainhas, nem princezas
    Nenhuma assim se vestiu!
    Porque as riquezas das fadas
    São sabidas, celebradas
    Por toda a gente que as viu...

    Quando a noite é clara e amena
    E a lua vae mais serena,
    Qualquer as póde espreitar,
    Fazendo roda, occupadas
    Em dobar suas meadas
    De ouro e de prata, ao luar.

    O luar é os seus amores!
    Sentadinhas entre as flóres
    Horas se ficam sem fim,
    Cantando suas cantigas,
    Fiando suas estrigas,
    Em roca de oiro e marfim.

    Eu sei os nomes d'algumas:
    Viviana ama as espumas
    Das ondas nos areaes,
    Vive junto ao mar, sósinha,
    Mas costuma ser madrinha
    Nos baptisados reaes.

    Morgana é muito enganosa;
    Ás vezes, moça e formosa,
    E outras, velha, a rir, a rir...
    Ora festiva, ora grave,
    E vôa como uma ave,
    Se a gente lhe quer bulir.

    Que direi de Melusina?
    De Titania, a pequenina,
    Que dorme sobre um jasmim?
    De cem outras, cuja gloria
    Enche as paginas da historia
    Dos reinos de el-rei Merlin?

    Umas tem mando nos áres;
    Outras, na terra, nos mares;
    E todas trazem na mão
    Aquella vara famosa,
    A vara maravilhosa,
    A varinha do condão.

    O que ellas querem, n'um pronto,
    Fez-se alli! parece um conto...
    Mesmo de fadas... eu sei!
    São condões que dão á gente,
    Ou dinheiro reluzente
    Ou joias, que nem um rei!

    A mais pobre creancinha
    Se quiz ser sua madrinha,
    Uma fada... ai, que feliz!
    São palacios, n'um momento...
    Belleza, que é um portento...
    Riqueza, que nem se diz...

    Ou então, prendas, talento,
    Sciencia, discernimento,
    Graças, chiste, discrição...
    Vê-se o pobre innocentinho
    Feito um sabio, um adivinho,
    Que aos mais sabios vae á mão!

    Mas, com tudo isto, as fadas
    São muito desconfiadas;
    Quem as vê não hade rir.
    Querem ellas que as respeitem,
    E não gostam que as espreitem,
    Nem se lhes hade mentir.

    Quem as offende... Cautela!
    A mais risonha, a mais bella,
    Torna-se logo tão má,
    Tão cruel, tão vingativa!
    É inimiga aggressiva,
    É serpente que alli está!

    E têm vinganças terriveis!
    Semeiam cousas horriveis,
    Que nascem logo no chão...
    Linguas de fogo que estalam!
    Sapos com azas, que falam!
    Um anão preto! um dragão!

    Ou deitam sortes na gente...
    O nariz faz-se serpente,
    A dar pulos, a crescer...
    É-se morcego ou veado...
    E anda-se assim encantado,
    Emquanto a fada quizer!

    Por isso quem por estradas
    Fôr, de noite, e vir as fadas
    Nos altos mirando o céo,
    Deve com geito falar-lhes
    Muito cortez e tirar-lhes
    Até ao chão o chapéo.

    Porque a fortuna da gente
    Está ás vezes sómente
    N'uma palavra que diz;
    Por uma palavra, engraça
    Uma fada com quem passa,
    E torna-o logo feliz.

    Quantas vezes, já deitado,
    Mas sem somno, inda acordado,
    Me ponho a considerar
    Que condão eu pediria,
    Se uma fada, um bello dia,
    Me quizesse a mim fadar...

    O que seria? um thesouro?
    Um reino? um vestido de ouro?
    Ou um leito de marfim?
    Ou um palacio encantado,
    Com seu lago prateado
    E com pavões no jardim?

    Ou podia, se eu quizesse,
    Pedir tambem que me désse
    Um condão, para falar
    A lingua dos passarinhos,
    Que conversam nos seus ninhos...
    Ou então, saber voar!

    Oh, se esta noite, sonhando,
    Alguma fada, engraçando
    Commigo (podia ser!)
    Me tocasse da varinha,
    E fosse minha madrinha
    Mesmo a dormir, sem a vêr...

    E que ámanhã acordasse
    E me achasse... eu sei? me achasse
    Feito um principe, um emir!...
    Até já, imaginando,
    Se estão meus olhos fechando...
    Deixa-me já, já dormir!"


    (estes versos foram escritos em Lisboa, para a coleção — Thesouro poetico da infancia - http://pt.wikisource.org/wiki/As_Fadas)

     


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  • Esses dias, assistindo a um programa, ouvi de uma psicologa americana à frase acima citada. Ai, devido ao dia do orgasmo (31/07) resolvi citá-la.

    Num primeiro momento olhei a frase com desacordo, mas depois, ouvindo os argumentos, me dei conta de que faz sentido.

    A primeira pergunta para  se estar de acordo com a frase é: por que, nós mulheres, nos enfeitamos, arrumamos, perfumamos, etc? É em partes para agradar a nós, mas também é para despertar o desejo no outro. No fundo, por tras de toda nossa produção está a vontade de que o outro nos note, descubra que existimos e nos deseje. Não está em primeira instancia a vontade de transar. Ela é uma consequencia do desejo desperto. Nem sempre queremos despertar o desejo para conseguir transar. Interessante isso.

    Mais, alguém que não o faz, é sem graça e gente sem graça a quem interessa?

    Não sei se devemos interessar à alguém obrigatóriamente, mas é fato que o fazemos.

    Observei meu comportamento, refleti e sim, é verdade que sentimos um grande prazer em despertar o desejo do outro. Utilizamos nossas artimanhas para tal feito. Em geral ele é nosso passaporte para o prazer by transa.

    Mas auto lá! Sentimos prazer, isso nos estimula, ok. Não sei porém se, pelo fato de que nem sempre despertar o desejo implique em querer transar, é certo afirmar que despertar o desejo é nosso orgasmo, ou seja, nosso ápice de prazer.

    É?


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    FELIZ DIA DO AMIGO...
     
     
     
     
     

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  • Essa deve ser a palavra do momento. Mas, ao mesmo tempo que com ela há boas expectativas, há um grande medo. O que esperar do porvir?

    Se o porvir pressagear algo bom e atualmente a maré não estiver boa, parece que o porvir indica que a etapa ruim encerrou-se e em seu lugar uma nova e boa fase permeará nossa vida. Mas e a coragem para se atirar rumo às diversas possibilidades do desconhecido?

    O novo fascina, anima, mas também apavora. E esse medo deve-se porque sempre estamos à procura de estabilidade. O futuro está a nossa frente, mas não temos nenhuma certeza sobre ele. Como lida-se com isso? Dificil né, afinal a vida não passa de um torvelinho incessante.

    De todo modo, talvez o importante seja aprender a voar para muito além daquilo que havia-se inicialmente imaginado. E assim, surpresa seja uma boa palavra e talvez a chave para o que está por vir.

    Ai parece que basta aceitar para ter. Ok, aceita-se a felicidade para te-la. Mas isso é muito pacifico...onde está a luta, a meritocracia? Isso não é dizer que ha quem mereça e quem não mereça, mas é fato que por vezes o mundo parece injusto.

    Dizem-me com frequencia que devo me abrir as circunstâncias prazerosas, conhecer gente, etc...mas basta abrir o coração para descobrir que a felicidade afetiva não é algo que só existe num mundo cor de rosas? E se esses "conselhos" forem falaciosos?

    Sim, porque ao mesmo tempo que posso acreditar nessas pessoas, a insegurança me faz delas duvidar. Até porque a prática não é tão parecida com a teoria como gostariamos que fosse...

    Como viver é complicado!

    Por fim, talvez seja um momento para reciclar. Mas por onde se começa? Do que pode-se abrir mão? Do que não? Da pra abrir mão de coisas que dão prazer? Qual o crivo?

    Preciso pensar!!!!


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