Essa deve ser a palavra do momento. Mas, ao mesmo tempo que com ela há boas expectativas, há um grande medo. O que esperar do porvir?
Se o porvir pressagear algo bom e atualmente a maré não estiver boa, parece que o porvir indica que a etapa ruim encerrou-se e em seu lugar uma nova e boa fase permeará nossa vida. Mas e a coragem para se atirar rumo às diversas possibilidades do desconhecido?
O novo fascina, anima, mas também apavora. E esse medo deve-se porque sempre estamos à procura de estabilidade. O futuro está a nossa frente, mas não temos nenhuma certeza sobre ele. Como lida-se com isso? Dificil né, afinal a vida não passa de um torvelinho incessante.
De todo modo, talvez o importante seja aprender a voar para muito além daquilo que havia-se inicialmente imaginado. E assim, surpresa seja uma boa palavra e talvez a chave para o que está por vir.
Ai parece que basta aceitar para ter. Ok, aceita-se a felicidade para te-la. Mas isso é muito pacifico...onde está a luta, a meritocracia? Isso não é dizer que ha quem mereça e quem não mereça, mas é fato que por vezes o mundo parece injusto.
Dizem-me com frequencia que devo me abrir as circunstâncias prazerosas, conhecer gente, etc...mas basta abrir o coração para descobrir que a felicidade afetiva não é algo que só existe num mundo cor de rosas? E se esses "conselhos" forem falaciosos?
Sim, porque ao mesmo tempo que posso acreditar nessas pessoas, a insegurança me faz delas duvidar. Até porque a prática não é tão parecida com a teoria como gostariamos que fosse...
Como viver é complicado!
Por fim, talvez seja um momento para reciclar. Mas por onde se começa? Do que pode-se abrir mão? Do que não? Da pra abrir mão de coisas que dão prazer? Qual o crivo?
Preciso pensar!!!!